Quem somos

Margarida 2 127

A Quinta da Casa Velha Agroturismo nasce integrada no Projeto Casa Velha. O projeto Casa Velha teve
início em 2008 e desenvolve-se na Quinta da Casa Velha, em Ourém, a 17 km de Fátima. A quinta pertence
à família Alvim há já 4 gerações e é constituída por 67 hectares agroflorestais e por diversas casas agrícolas.
Este espaço está a ser requalificado com o intuito de permitir o acolhimento de pessoas e grupos, que por
aqui têm passado em diversas atividades, num encontro forte com a natureza, em ambiente rural.

A Casa Velha tem por base uma história de quatro gerações da família Alvim, marcadamente ligada à
natureza, na sua dimensão de produção agrícola (milho, trigo, uvas), florestal (cortiça, madeira de pinho) e
de transformação de alguns produtos (queijo, vinho, azeite, mel).

Valorizando todo o seu passado, à procura de novos rumos para o futuro, a Casa Velha vive atualmente um
período de transformação, trabalhando desde 2008 uma nova estratégia de sustentabilidade e resposta
às necessidades do presente e aos desafios que se lhe têm colocado como projeto de desenvolvimento:
humano e local.

A Casa Velha pretende recuperar alguns valores que com a pressão do dia-a-dia e das adversidades sociais
e económicas deterioram alguns elementos fundamentais no nosso bem-estar: i) tempo produtivo para
o silêncio; ii) pertença e ligação à terra; iii) identidade de grupo. A Casa é assim espaço físico, psicológico,
ambiental e espiritual de acolhimento, conforto e porto seguro na zona do Ribatejo Norte (Distrito de
Santarém, Diocese de Leiria, Concelho de Ourém). Velha pelas experiências, pessoas e grupos tão diversos
que passaram por ela e que fazem desta Casa uma casa com estórias. Daí que o seu lema seja «Quinta da
Casa Velha, onde a vida se encontra».

Em 2008, várias ideias e vários sonhos foram tomando forma neste projeto. Após uma fase de procura de
rumo, de pôr em prática muitas experiências e de ir acolhendo muitas e diversas atividades, o projeto Casa
Velha tem vindo a definir-se. Neste sentido, a Casa Velha está a transformar-se em lugar de acolhimento,
num encontro forte com a natureza, em ambiente rural, que proporciona o descanso, o encontro de cada
um consigo mesmo, com os outros, articulando diversas dimensões que se complementam: hospitalidade,
produção agrícola e florestal sustentável, atividades de formação e desenvolvimento. Os testemunhos das
pessoas que passaram pela casa (dos 6 aos 70 anos) evidenciam a importância de um estilo de vida simples,
familiar, comunitário, que conseguiram experimentar na Casa Velha.

 

Moro numa cidade cosmopolita, rodeado por edifícios, autocarros, aviões, estranhos, ruído e um não parar
de publicidade. Na rua ou nos transportes públicos, é normal ver as pessoas a ler o jornal, ouvir um iPod ou
navegar na internet, para ficar em silêncio e separados. Se querem saber o que é a Casa Velha, imaginem o
completo oposto. Quando cheguei à Casa Velha, fiquei imediatamente impressionado com a paisagem que
se estendia muito para além de mim. O campo expansivo deu aos meus olhos a liberdade de olhar longe e
olhar mais longe do que normalmente. Bastou estar num lugar onde havia uma abundância de espaço físico
para a minha alma explorar e procurar novos horizontes.

Niall Leahy, 29 anos, Irlanda

 

A porta de entrada da Casa Velha está sempre aberta, quase não se sente que as paredes que a compõem
têm um portão. Uma primeira imagem que conduz a um lugar onde nos sentimos esperados.
Conduz-nos a uma casa que mais do que habitada, nos habita. Habita-nos porque constrói e reconstrói
o que somos e nos move a construir e reconstruir o próprio e outros lugares, numa construção que
acompanha ritmos próprios, os nossos e os da natureza, que leva a podar, a semear e a colher, a
acompanhar, a ver nascer e morrer, a ver destruir e a reconstruir…
Uma casa onde se vive, se reza, se celebra, se está, se acompanha, se brinca, se passeia, se conhece o
mundo, Deus e os outros, que nos faz voltar à nossa casa e a desejar que dela se ergam as mesmas paredes
de simplicidade e se construam os mesmos espaços de Encontro e Comunhão.

Luísa Sobral, 28 anos, Braga

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